Por Dr. Luiz A. Gil Jr – Geriatra
“DR GIL, VOCÊ É ESSENCIAL” – me disse uma paciente essa semana….
Mas….. quem realmente sustenta o cuidado no dia a dia?
Na prática da geriatria, existe uma verdade que aparece cedo — e se confirma todos os dias:
O cuidado não acontece apenas na consulta.
Ele acontece em casa.
Na rotina.
Nos detalhes.
É o filho que organiza os medicamentos.
A esposa que observa mudanças sutis de comportamento.
O cuidador que percebe uma alteração no apetite antes que ela vire um problema maior.
A equipe que está presente quando ninguém mais está.
👥 Cuidadores familiares e cuidadores formais são a base do cuidado real.
São eles que garantem continuidade.
Que transformam prescrição em prática.
Que traduzem o plano terapêutico para a vida como ela é.
O geriatra precisa, sim, assumir o papel de capitão do cuidado — aquele que enxerga o todo, define rotas, antecipa riscos e toma decisões complexas.
Mas nenhum barco navega sem quem esteja, todos os dias, segurando o leme na prática.
Valorizar, orientar e integrar cuidadores não é “complementar”.
É essencial.
Porque no fim, qualidade de cuidado não depende apenas de boas decisões médicas — depende de boas execuções no cotidiano.
Neste contexto, fica uma reflexão:
💬 Você tem incluído, de fato, os cuidadores nas decisões — ou apenas comunicado condutas?
Quem cuida também precisa ser cuidado.
Minha resposta para a família:
VOCÊS FIZERAM UM TRABALHO INCRÍVEL, SEM IDAS AO PS NOS ÚLTIMOS 60 DIAS, MELHORA DA REABILITAÇÃO….
Eu posso capitanear o barco, mas VOCÊS que remam!!!!! 😇 👏 💛


